Manaus

Blog de penopedalelixonolixo :A Volta na América Latina de Bicicleta levando Consciência Ambiental, Manaus

  Chegamos em Manaus numa quinta-feira às 5 da manhã, tivemos que permanecer no barco até clarear, pois o porto fica no centro e como em qualquer lugar é sempre melhor ficar atento no centro.

Ligamos para a nossa amiga Vanessa, para saber qual era o melhor caminho que poderíamos fazer para chegar em sua casa, então ela nos indicou um caminho, mas tivemos que nos informar melhor, pois ficamos sabendo que não era perto o bairro a onde ela morava.

Combinamos com ela que passaríamos numa padaria para tomar café da manhã e depois seguiríamos para a sua casa.

A primeira impressão não foi a das melhores da cidade, logo cedo o trânsito já se encontrava caótico, nenhuma educação com os ciclistas (mas isso é normal), muita sujeira, esgoto a céu aberto.

Imaginava uma cidade muito arborizada, afinal de contas estamos na Amazônia, mas infelizmente o progresso tomou conta dessa capital e aparentemente os Manauaras renegam suas origens, como serem descendentes de índios e de morarem numa das regiões mais privilegiadas do mundo.

Depois de mais ou menos 1 hora de pedalada em meio ao agressivo transito de Manaus, aparentemente já tínhamos chegado na Venezuela, de tanto que pedalamos para chegar, o bairro era bem longe do centro.

Chegamos na casa da Vanessa, ela já estava nos esperando e a galera que morava na casa, já estava acordando para irem trabalhar.

Uma ressalva para este pessoal, uma galera de Sampa, todos formados em medicina, vieram para Manaus para trabalhar na marinha e atender principalmente as populações ribeirinhas.

Na casa moram 5 pessoas, Vanessa com seu namorado Cássio, Daniel e sua namorada Carol e o Mauricio, uma galera muito legal que nos hospedou com o maior carinho.

A casa era maravilhosa, muito grande, com churrasqueira, piscina e nos ficamos num quarto ao lado dessa área de lazer.

Saímos para procurar escolas no mesmo dia, não tínhamos tempo á perder, fizemos uma pesquisa e voltamos para o centro, já que lá era o local a onde se encontrava muitas escolas de ordem religiosa e a primeira escola que visitamos foi a Dom Bosco da rede Salesiano.  Conversamos com as 3 coordenadoras que respondiam pela faixa etária que trabalhamos e todas adoraram o projeto e uma delas acabou marcando para o dia seguinte uma apresentação.

Ficamos muito empolgados e achamos que iríamos trabalhar bastante em Manaus.

Mero engano nosso, conseguimos fazer contato com outras escolas da rede Salesiano, acabamos marcando com o colégio Santa Terezinha e com o Santa Dorotéia, que não era da rede Salesiano, mas era um colégio católico.

As semanas foram passando e não conseguimos fechar com mais escolas, na penúltima semana conseguimos fechar com a escola CEL, que adorou o teatro. Infelizmente o rio não estava para peixe.

Sabemos que temos um produto muito bom, porém o período que estamos em Manaus não favoreceu muito.

Encontramos dificuldades em nos locomover, pois as escolas eram espaçadas e a bicicleta não ajuda muito em nos locomover rápido em meio a tanto trânsito. Quando conseguíamos falar com alguém de alguma escola, exista a tal burocracia da tal hierarquia, pois quando as informações chegam aos ouvidos dos superiores responsáveis por dar o ok, acabamos sendo mais um teatrinho de fantoches.

O período do começo de novembro acaba sendo o período de revisão de matéria para o período de provas que está para chegar.

Bom... Resumindo, Manaus em relação a trabalho não foi nada bom, o período difícil começou lá no Ceará, de lá para o norte, as coisas começaram a ficar bem mais difícil.

Não foi por falta de procura, mas nem os jornais e nem a TV se interessou em fazer alguma reportagem conosco, não que sair na TV ou no jornal seja uma coisa tão importante, mas nos ajuda para divulgarmos o nosso trabalho e isso nos traz credibilidade.

A impressão que tivemos é que não se importam tanto com a cultura até na secretaria de cultura, a onde fomos oferecer nosso trabalho, fomos muito mal atendido por uma recepcionista extremamente mal educada.

Sei que às vezes critico demais as cidades, mas é que fico extremamente indignada com tais atitudes, não entendo como as pessoas não possuem o mínimo: Educação.

Fico triste ao ver o descaso do poder público com a população, aqui em Manaus apenas 3% do esgoto é tratado, que dizer nada. O resto do esgoto vai para o rio, o mesmo rio que as pessoas bebem água e se banham. O mesmo rio que traz o peixe para a casa de cada um deles.

A Amazônia está sendo degradada a cada dia que passa, seja por grandes empresas rumo ao tão falado progresso, ou pela própria população que precisa sobreviver de alguma forma.

A nossa presidenta Dilma esteve aqui em Manaus, inaugurado a tão famosa ponte sobre o rio negro, que trará novas oportunidades, mais empregos, melhoria na vida da população. Mentira. Essa ponte demorou anos para ser concluída, a roubalheira foi tanta, que um lado da ponte não encontrou com o outro, pode um negócio desses?

E agora ela vem com o papo que: "ao mesmo tempo em que preservamos a floresta, que combatemos o desmatamento, geremos oportunidades, mais empregos..." Todos sabem que ela passa por cima de qualquer árvore que for para poder gerar dinheiro e que em seu vocabulário não existe a palavra sustentabilidade e sabemos também que ser sustentável não condiz com nosso modelo econômico atual, o atual progresso bate de frente com um modelo de vida alto sustentável. A pergunta é: "Como ficará a nossa futura geração?"

Estamos na reta final de nossa viajem pelo Brasil, com muitas alegrias, algumas tristezas, mas o que podemos dizer é que tudo que fizemos até agora valeu por uma vida inteira, nunca imaginei chegar até aqui, nunca imaginei conseguir realizar um projeto e chegar a atingir em torno de 30.000 mil crianças.

Agradeço a Deus e a todos aqueles que acreditaram em nosso modo de vida.

Fomos agraciados por Deus, por termos tido a oportunidade de conhecer tantos lugares bonitos, tantos animais fabulosos e de termos conhecidos pessoas maravilhosas em nosso caminho. Somos muito gratos por tudo isso.

Nesse meio tempo em que tivemos em Manaus conhecemos muita gente de fora que mora aqui e estão a fim de fazer coisas boas pelo nosso país, muitos pesquisadores que desenvolvem projetos a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Tivemos a oportunidade de conhecer Presidente Figueiredo, uma cidade a 130 km de Manaus a onde detém várias cachoeiras, uma mais linda do que a outra em meio à selva.

A nossa última apresentação foi realizada no colégio Dom Bosco para as crianças do Ensino fundamental, realizamos para umas 200 pessoas, foi um sucesso e fechamos a nossa turnê pelo Brasil com chave de ouro.

Somos muito gratos ao pessoal que nos hospedou aqui em Manaus, nossos agradecimentos a Vanessa, ao Cássio, ao Mauricio, ao Daniel e a Carol, só podemos dizer: MUITO OBRIGADO A TODOS.

O projeto completou 2 anos pelo Brasil, temos a perspectiva de fazer o caribe e depois é possível que o projeto tenha que dar um tempo, pois estamos com alguns probleminhas financeiros e como vamos ficar um bom período sem trabalho é possível que tenhamos de voltar para o Brasil, abastecer o caixa e voltarmos numa outra época.

Queremos dizer que tudo que passamos só nos serviu de lição, somos muito privilegiados e conseguimos até agora conquistar o nosso objetivo.

Esta semana, mais precisamente dia 29, seguiremos para Boa Vista - RR, de lá vamos até Puerto La Cruz já na Venezuela, de Puerto La Cruz pegaremos um ferry Boat para a Ilha Margarita.

Ficaremos na Venezuela até o dia 14 de Novembro e nesse mesmo dia embarcaremos para o Panamá a onde faremos uma conexão até Cuba há onde permaneceremos 3 dias e de lá seguimos ruma a Cancun no dia 18 de novembro.

Um sonho sendo realizado, estamos ansiosos por esta viajem, estamos muito felizes por estarmos alcançando nossos objetivos.

Que venha El Caribe

Até a Venezuela,

Beijo a todos.

 

 

 

segunda 31 outubro 2011 20:15


BELÉM

Blog de penopedalelixonolixo :A Volta na América Latina de Bicicleta levando Consciência Ambiental, BELÉM

Belém
Chegamos à cidade já era noite, passamos 15hrs viajando.
Nossa referencia era ir para hostel e ver no que iria dar, pegamos informação de como chegar e pedalando seguimos por avenidas muito movimentadas, transito louco, até chegarmos ao Amazônia hostel.
O hostel fica numa das avenidas principais de Belém, com acesso fácil a diversos pontos turísticos da cidade, um casarão antigo, muito bonito por sinal.
Explicamos a nossa parceria para o recepcionista, que chamou outro rapaz que era o gerente, ele foi muito simpático e nos disse que poderíamos ficar e que na manhã seguinte conversaríamos melhor com o responsável.
Conhecemos Igor no novo gerente, que foi muito bacana e nos disse que ficássemos o tempo que precisássemos, explicamos o nosso trabalho e dissemos que permaneceríamos na por volta de 15 dias, mas esse período dependeria da receptividade das escolas locais.
No dia seguinte já fomos para a batalha, mas as nossas condições não estavam muito propicias para o período que estava chegando.
Belém tem como tradição o chamado Círio, uma romaria que se estendo com vários eventos religiosos cristões pela cidade durante vários dias, milhares de pessoas em procissão para louvar a Jesus e a Nossa senhora. Pessoas do Brasil inteiro, quem sabe do muito inteiro vem para participar desse evento grandioso.
Então por toda essa conjuntura, as escolas principalmente religiosas estavam voltadas para tal evento.
Ficamos praticamente a semana inteira a procura de trabalho e só conseguimos fechar com duas escolas, muito frustrante, pois sempre temos a perspectiva de fazer o teatro em várias escolas.
O Igor promove um evento que acontece mundialmente que é o Clean up Day , um dia voltado para a limpeza de margens de rios e praias. Fomos convocados a participar.
Foi maravilhoso participar desse vento, muitas pessoas se mobilizaram para participar e a quantidade de lixo que tiramos não foi brincadeira, havia dois tipos de grupos, um terrestre e outro aquático, que ia pelo rio de caiaque, recolhendo o lixo em locais mais afastados.
Eu estava meio adoentada, cheguei na cidade com uma amidalite lascada, corpo mole, com febre, acabei indo no hospital. Fui medicada, e voltei para o hostel, estava quebrada, muito cansada, stressada de São Luiz, o corpo não agüentou.
Acabamos ficando 2 semanas em Belém e nesse meio tempo fizemos boas amizades, uma delas foi o Santiago, um espanhol que nos ajudou muito traduzindo o nosso texto para o castelhano.
Conheci a Ana uma mineirinha linda, que passou num concurso público e iria morar muito longe de sua cidade, a mais de 2 dias de barco de Belém.
Foi divertidíssimo, conhecer esta galera, hostel tem sempre um clima muito bom, sempre fazemos amizades boas nelas.
Batalhamos bastante, mas nada, apenas duas escolas quiseram o nosso teatro. É muito engraçado, pois cada estado a receptividade é diferente, no nordeste, fomos muito bem recebidos, começamos a subir, começando pelo ceará, as coisas começaram a ficar muito difíceis, não sabemos ao certo por que, mas temos a impressão que a cultura e a educação não são muito levadas a sério por estas bandas, falta muita coisa. Mas, não vou entrar em detalhes sobre isso.
Belém é uma cidade ótima, bem estruturada, tem de tudo, dizem que é muito perigosa, mas garças a deus nada nos aconteceu, apesar de estarmos um pouco apavorados com as coisas.
Gente chegando, gente saindo, muitas pessoas passam pelo hostel em um curto período de tempo.
Enquanto estivemos em Belém, fomos comer no ver o peso um mercadão tradicional da cidade a onde tem de tudo, principalmente frutas e leguminosas regionais.
As docas, um antigo porto que foi restaurado e hoje funciona com lojas e ótimos restaurantes com comidas regionais.
Fomos degustar um peixe da região chamado filhote com açaí.
O Açaí de Belém é fenomenal, cremoso, e as pessoas comem salgado, com farinha de mandioca e farinha de tapioca, nos paulistas só estamos acostumados a comer açaí doce, um xarope de guaraná e granola.
O melhor que já comi em toda a minha ida, maravilhoso, indescritível. Nada se compara, vou sentir muitas saudades e não vou mais querer aquele açaí aguado, que nos paulistanos tomamos.
A cidade de Belém é bem arborizada, vários parques turísticos. Tivemos a oportunidade de conhecer o parque das garças, a onde tem vários animais da região, como os flamingos, guarás, outros pássaros que não me recordo o nome, de uma beleza empolgante.
Conhecemos o Camilo que nos deu uma aula de alto estima, nutrição e como nos cuidar melhor, claro que ficamos amigos.
Conhecemos o Vitor um rapaz cozinheiro que veio de Sampa conhecer e aprender os prazeres da mesa da região norte.
E Vanessa, uma médica que mora em Manaus e veio se aventurar em Belém nos seus dias de folga.
Todos ficaram bem amigos, a ponto de sairmos juntos, beber uma cerveja e realizar um evento gastronômico no hostel.
Fomos agraciados pelas mãos divinas de Vitor que nos presenteou com uma moqueca paraense, que só de pensar da água na boca.
Todos participaram Evandro, eu, a Ana, Vitor, Camilo, Vanessa, Igor. Foi ótimo, com direito a vinho branco para acompanhar o peixe e muitas risadas depois.
Resolvemos que não ficaríamos mais tempo em Belém, que aproveitaríamos a semana do dia da criança para trabalharmos em Manaus então resolvemos ir embora um dia depois da apresentação numa escola.
Quando fomos comprar a passagem de barco para Santarém, pois queríamos passar em Alter do Chão, soubemos da possibilidade de irmos de graça.
Fomos procurar todos os meios possíveis para conseguimos uma cortesia, fomos na capitania dos portos e nada, fomos no sindicado dos fiscais de barcos e nada, então chorando muito conseguimos comprar uma passagem um pouco mais barata para Santarém.
Só que tínhamos que sair na segunda da próxima semana.
Então aproveitamos a oportunidade e fomos conhecer a ilha do algodoal, praticamente a última ilha que temos de um lado mar e do outro rio.
Passamos apenas 1 dia na ilha, mas foi muito gostoso, encontramos Camilo e Vanessa, curtimos um carimbo, dança tradicional, foi divertidíssimo e o lugar é encantador, rústico de ruas de areia, pouco explorado, um lugar tranqüilo e aconchegante. Recomendamos.
Voltamos todos juntos para Belém, no dia seguinte nos despedimos de todos e seguimos ruma a embarcação que nos levaria para Santarém.
Pedalamos no maior gás, para chegarmos logo no nosso destino e quase fomos pedalando pelo local mais perigoso de Belém, graças a um pessoal que estava num bar e perguntamos sobre a onde era o tal doca, eles nos disseram que não fossemos para aquela região que iríamos ser assaltado, ficamos com muito medo e pedíamos para um homem levar a nossas coisas na porta malas dele. Quando estávamos comas bikes dentro do quase colocando o resto das coisas, os meninos resolveram perguntar se não era ali próximo. Foi então que descobrimos que estávamos na frente do local que iríamos embarcar. Ufa! Que alivio. A partida do barco era as 18hrs, mas só fomos sair do estaleiro por volta das 22hrs ruma a Santarém.
Foi muito bom os dias em que estivemos em Belém, uma pena não ter sido tão produtivo como esperávamos.
Mas, fizemos boas amizades que com certeza sempre deixam saudades.
Queremos agradecer ao Amazônia Hostel, ao Igor e a todo o pessoal do hostel por terem sido tão generosos conosco.
Ao pessoal que conhecemos como o Santiago que traduziu o nosso texto, o nosso muito obrigado.
Aninha muito boa sorte em sua nova empreitada aqui pelo norte, toda a sorte do mundo pra você.
Ao Camilo, por todos os conselhos, tudo de bom.
Vanessa, que nos encontraremos em Manaus e nos ofereceu a casa que está morando com um pessoal de Sampa, nosso muito obrigado.
Ao Igor por ter sido tão camarada de ter nos ajudado em relação à hospedagem, muito obrigada.
Ao Vitor pelo belíssimo jantar. Obrigada.
Até Santarém.

 

 


 

 

quarta 19 outubro 2011 14:23


SÃO LUIZ DO MARANHÃO

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Depois de dias maravilhosos em Barreirinhas com a companhia encantadora de Dona Mabel e Guga, pegamos um ônibus para São Luiz no Domingo.
Ficamos muito agraciados por Kátia que ligou para o secretario de turismo que nos colocou num belo hotel em frente à praia em Ponta de Areia.
Depois de 3hrs de viajem até São Luiz, atravessamos a cidade até o centro e depois fomos informados que iríamos ficar um pouquinho mais longe da onde estávamos, mas compensou todo o esforço. O hotel era ótimo e teríamos uma bela noite de sono naquela cama King.
Na verdade tudo o que estávamos prestes a passar naquela cidade não imaginávamos 1%.
Na segunda fomos procurar a secretaria de turismo e ver qual tipo de apoio conseguiríamos. De praxe o chá de cadeira habitual, quando conversamos com seu Liviomar, colocamos a nossa situação e pedimos o de costume: hospedagem, ele se prontificou em nos ajudar e gostaria que em troca realizássemos o nossa teatro junto com o projeto deles que era Turismo na escola. Concordamos e ele se prontificou em ligar para um pessoal, para ajudar e nos hospedar no hotel de transito da companhia militar.
Fizemos algumas coisas pela cidade e no final da tarde nos encaminhamos para um bairro longínquo. Lá fomos nos, passando por bairros sinistros e escuros até chegarmos ao comando militar. Entramos e informamos a situação ao menino da portaria que foi comunicar o seu superior. Depois de uma longa espera, o menino nos informa que nossos nomes não estavam na lista, ficamos atônitos, sem sabre o que fazer, pedimos para ele insistir que ligaríamos para a pessoa responsável. E para o nosso desespero ninguém atendia. Estamos num lugar longe do centro, meio perigoso sem saber o que fazer. O superior veio nos falar que realmente não constava nada e o melhor que tínhamos a fazer era ficar em um hotelzinho lá por aquelas bandas.
Saímos sem rumo, não tínhamos a mínima idéia para onde ir e para qual direção encontraríamos um hotel.
Pedimos algumas informações e nos indicaram um local perto da onde estávamos, paramos para pensar numa praça a onde tinha uma escola e o movimento estava grande. Ligávamos incessantemente para Liviomar que não atendia, quando estávamos prestes a ir ele retorna a ligação, contamos a ela a situação. Ele disse que tentaria resolver e nos ligaria em seguida.
Eu já desesperada, não sabia o que iríamos fazer, depois de meia hora ligamos novamente para ele, pois já estava ficando tarde e o lugar estava ficando deserto.
Ele disse que não tinha conseguido falar com a pessoa responsável e que o melhor que tínhamos a fazer era procurar um lugar para ficar.
Lá fomos nos, por uma avenida deserta, com todas as nossas coisas procurar um lugar para ficar, a nossa sorte que a uns 200m achamos um local para passarmos a noite, não tínhamos com voltar ao centro, estava tarde e escuro, não sabíamos ao certo a qual distância nos encontrávamos do centro.
Decidimos ficar naquele motelzinho e no dia seguinte resolveríamos o que fazer.
Acordamos e fomos tomar café numa quitanda perto do local a onde dormimos, fizemos hora, pois seu Liviomar só estaria no gabinete durante a tarde e assim, mais um dia se perdeu, pois não sabíamos a onde iríamos ficar e sem essa certeza não tínhamos como procurar as escolas.
Nossos dias se passaram com algumas incertezas a onde iríamos dormir.
Fechamos uma parceria com a secretaria de turismo que nos levou a uma escola pública a onde eles fazem um programa chamada turismo na escola, para que as crianças entendam e valorizem sua cultura.
Apresentamos para mais de 300 crianças e a rede globo acabou realizando uma entrevista conosco dentro desta escola.
Nesse dia o secretario disse que iríamos dormir num ginásio de esportes chamado Castelinho e o motorista da secretaria acabou levando-nos de caminhonete até este lugar, pois era longe do centro, num lugar deserto e cheio de favela a sua volta.
Quando chegamos no local o responsável não se encontrava e o segurança pediu para que nos dirigíssemos para o Castelão a onde também havia um local para ficarmos. Quando chegamos no castelão, o espaço era um quarto com beliches sem ventilação, sujo e pra completar não tinha água para beber e nem para tomar banho. Desistimos na hora de ficar naquele lugar, sem condições de ficarmos, muita falta de consideração.
O motorista da secretaria fez a gentileza de nos levar de volta para o centro, só que no meio do caminho, muito frustrados com a situação, pedimos a ele para nos deixar na rodoviária que iríamos embora da cidade.
Quando chegamos na rodoviária demos conta que não estávamos com a mala do cenário, ela tinha ficado na secretaria. Tivemos que desistir de ir, resolvemos que voltaríamos para o centro e tentaríamos mais uma vez ficar na cidade.
Ligamos para o secretario e dissemos a ele a situação do local e ele nos hospedou em um hotel muito agradável no centro. Ficamos muito agradecidos pela gentileza, mais um dia nos instalando em um local diferente.
Não estávamos produzindo nada, fizemos uma pesquisa de escola e todas ficavam muito longe da onde estávamos. Complicada a situação, deixamos a nossas coisas na secretaria e fomos tentar algumas escolas, apresentamos o nosso projeto em uma escola do centro, que não nos retornou. Resolvemos tentar para o lado mais nobre da cidade e conseguimos fechar uma escola. Ufa! Que alivio, mas ainda não sabíamos a onde passaríamos a noite.
Para completar toda a situação tinha um feriado prolongado na cidade, isso só complicou a nossa situação. A única escola que tínhamos trabalho era só para há outra semana. Para completar cada dia dormindo num local diferente, não tínhamos mais cara para pedir apoio da secretaria de turismo, estávamos desistindo de São Luiz, mas resolvemos mais uma vez ficar.
Achamos um hotelzinho desativado no centro que a dona nos deixou ficar por um preço bem irrisório, mas o local era meio ruim, cheio de pombo, casarão antigo, madeira que rangia. Passamos só uma noite e decidimos que iríamos nos despedir do filho de Dona Mabel e " picar a mula" daquele lugar.
Fomos até o local a onde ele trabalhava, no principal shopping da cidade, a onde ele era chefe de segurança do local.
Zé Mario foi muito simpático, dês do primeiro momento, quis nos ajudar de todas as formas, contamos para ele toda a nossa peregrinação pela cidade e ele disse que não nos preocupássemos mais, que iríamos para a casa dele.
Ficamos muito gratos, pois estávamos com a grana muito curta e só teríamos trabalho na próxima semana.
Passamos com eles a semana do feriado, até conseguimos um contato no shopping para realizar o nosso teatro num espaço educativo que havia se instalado, infelizmente não rolou nada. E numa dessas voltas para a casa com a mala dos bonecos, fomos abordado na rua a onde estávamos hospedados por um meliante.
O menino numa bicicleta nos abordou, sacou uma faca e veio para cima, dei a minha bolsa, a onde tinha a chave da casa e meio óculos Ray Ban. Depois ele foi para cima do Evandro. Eu nessa altura saí correndo pedindo socorro pela rua na maior gritaria e chamando o Zé Mario, mas infelizmente ele levou o nosso porta moedas com 50 reais, nosso cartão do Banco e nossas carteirinhas de ciclista.
Zé Mario até saiu atrás dele, porém não conseguiu alcançá-lo. Fiquei muito abalada, pensai que o menino estava com uma arma de fogo, ele foi para cima do Evandro e eu gritava falando para ele dar tudo, incluindo a mala. Foi uma sensação muito ruim de impotência, violência, mas o importante é que não aconteceu nada conosco e os bens materiais nos, recuperamos trabalhando.
Foi muito ruim, ficamos com medo de sair de casa, então nesse meio tempo conhecemos a Rosa Maria, uma Bibliotecária que estava trabalhando com seu stand na fera do livro, que estava acontecendo dentro do shopping que o Zé Mario Trabalha e ela nos ofereceu trabalho e a casa dela para ficarmos.
No domingo, nos despedimos da família do Zé Mario agradecemos muito todo o apoio e nos mudamos para a casa da Rosa Maria.
Conseguimos com ela realizar um trabalho junto com a secretaria da cultura, com um programa que se chama biblioteca itinerante, aonde um caminhão biblioteca vai aos bairros mais pobres, levar leitura e entretenimento para as crianças e nos fomos com eles, realizar o nosso teatro.
Conseguimos através dela, realizar o nosso teatro na escola mais rica da cidade e no mesmo dia, já estávamos agendados com a escola que tínhamos marcado na semana passada.
Foi uma correria, mas no final deu tudo certo. Estavamos loucos para ir embora, eu principalmente, pois muitas coisas tinham dado errado e ser assaltado foi a pior delas, eu estava com medo e inseguro de ficar ali.
Na quarta resolvemos ir embora, conseguimos um taxi que levou todas as nossas bagagens até as bikes, mas infelizmente chegando a rodoviária não conseguimos passagem.
Fiquei louca, quase tive um surto, tínhamos que dormir ali mais uma noite. Tentamos de todos as formas conseguir uma passagem para Belém. Nada feito, só na manhã seguinte. Tivemos que arrumar um local para ficar e mais um stress com aquela cidade.
Tentamos um hotel ali por perto só que estava cheio, depois conversamos com uns taxistas que nos sugeriram dormir num hotelzinho, fomos com ele em vários pousadinhas em um bairro ali perto da rodoviária, nenhuma que passamos era boa, então sugerimos ao taxista que nos deixassem em algum motelzinho, ai ele teve um in site e nos levou a um lugar bem sinistro, rua de terra e tudo mais, mas era o único lugar barato que poderíamos dormir algumas horas antes de embarcar.
Saímos de lá umas 3:00hrs da manhã o ônibus sairia as 4hrs e um taxi foi nos buscar naquele local, ainda bem pois, eu estava apavorada pela hipótese dele não ir.

Deixamos São Luiz com uma impressão horrorosa da cidade, estávamos louco para chegar a Belém, civilidade por valor!
Uma cidade pobre, largada, um centro histórico lindíssimo todo esquecido, casas caindo aos pedaços.
A população com cara de sofrida, todos os serviços precários.
O que valeu foi as pessoas maravilhosas que conhecemos, Guga que nos acolheu na sua casa, Dona Mabel sua mãe a onde tivemos uma aula de história sobre o estado do maranhão e sua tradicional família.
Zé Mario e Família que nos acolheu em sua casa, fez de tudo para que ficássemos bem.
Rosa Maria que nos ajudou nos hospedando em sua casa e contatos relacionados a trabalho.
De resto não recomendo muito São Luiz, acho que por tudo que passamos temos muitos sentimentos ruins pela cidade, porém para cada pessoa é uma experiência diferente.
Vá a Barreirinhas conhecer os lençóis que são maravilhosos, vá a Carolina visitar as cachoeiras, mas em São Luiz não vi tantos atrativos, sem contar à insegurança que passa a cidade.
Até para escrever esse trecho do blog eu demorei mais o que de costume, pois não tinha saco de pensar em tantas coisas que passamos por lá.
Agora rumo a Belém, região norte, pensamento positivo e pé na estrada.

 

quarta 19 outubro 2011 14:20


Barreirinhas - MA

Blog de penopedalelixonolixo :A Volta na América Latina de Bicicleta levando Consciência Ambiental, Barreirinhas - MA

 No momento em que chegamos na cidade, fomos procurar a secretaria de turismo para conseguirmos um apoio em relação à hospedagem, claro que nada seria fácil, no estado a onde os domínios são de Sarney, nada se ganha se não der nada em troca.

Foi uma batalha e tanto, primeiro pedem para nos falarmos com um dos secretários, depois nos mandam para outra secretaria, ainda bem que era tudo perto, por que se não estávamos perdidos.

Pingue-pong pra cá, ping-pong pra lá, da prefeitura só conseguimos alimentação, cansados a noite chegamos desistimos pegar as bikes que tínhamos deixado na prefeitura e se hospedar numa pousadinha bem simples que vimos, mas que o preço não era tão acessível assim, mas era o que nos restava. Foi quando uma mulher saindo da prefeitura perguntou da onde estávamos vindos e o que precisávamos, dissemos á ela que não tínhamos conseguido o principal, hospedagem. Foi quando ela muito simpática disse que resolveria o nosso problema e que era para nos seguirmos a caminhonete dela, nos ficaríamos hospedados na casa dela.

Essas coisas que acontecem inesperadamente é coisa de Deus, pois já estávamos sem perspectiva nenhuma, ela nunca tinha nos visto na vida e em 5 minutos resolveu o que nos tínhamos perdido o dia tentando, o nosso anjo da Guarda se chamava Guga e era nada mais nada menos do que a assessora de comunicação do prefeito da cidade e sobrinha das famílias mais ricas do maranhão é mole!

Ela acabou nos levando para a sua casa a onde ficamos num quarto cinco estrelas, com ar condicionado e chuveiro quente, além de termos a oportunidade de conhecer sua mãe Maria Isabel, conhecida como Mabel que nos presenteou com muitas histórias antigas de sua família tradicional de São Luiz do Maranhão.

Fizemos contato com a secretaria de educação que nos indicou 2 escolas para fazermos o nosso teatrinho e lá fomos nos apresentar nosso espetáculo para as crianças de duas escolas públicas da região que curtiram e ficaram embasbacadas de estarmos vindo de bicicleta.

Em troca das apresentações, fizemos contato com a secretaria de turismo e conhecemos Kátia a secretaria que foi muito gentil e nos concedeu duas cortesias, uma para irmos aos Lençóis Maranhenses e a outra para irmos de Barco para Caboré um povoado as margens do rio preguiça.

No dia seguinte, o pessoal da agência de turismo foi nos buscar na casa de Guga e lá fomos nós para os lençóis de Toyota junto com vários outros turistas.

Depois de meia hora de carro pelo cerrado, chegamos nas dunas, o guia nos adverte qual será o trecho que vamos fazer para conhecer as lagoas e diz que no mirante (que nada mais era de um pau no alto da duna) a vista era linda das lagoas, todos resolveram seguir o guia e nos fomos até o mirante fotografar (apesar de que nossa maquina estava muito ruim, depois da chuva de areia em jeriquaquara).

Deus deixou nesse planeta coisas tão maravilhosas que é difícil colocar em palavras qual foi à sensação e o deslumbre que fiquei com esta paisagem. Varias dunas com lagoas a perder de vista, com dons azulados, umas rasas outras com até 2 metros de profundidade.

Num lugar teoricamente inóspito, brota lagoas, de formas variadas, com água doce da mais linda beleza, visitamos umas 6 lagoas e visemos questão de entrar em todas. Hoje os lençóis é um parque, protegido, com numero limitado de pessoas e visitação de apenas algumas lagoas, o que satisfaz completamente, a beleza é indescritível, imperdível! Nem o tempo meio nublado atrapalhou o maravilhoso passeio que indicamos como um dos lugares mais lindos do Brasil.

Depois de uma tarde maravilhosa voltamos para a casa de Guga, contando para Mabel a maravilha desse lugar e muito agradecido a Kátia.

No dia seguinte o barqueiro veio nos buscar logo cedo para conhecermos Caboré, em meio ao rio preguiça de cor escura seguimos viajem, conhecendo seus igarapés, vegetação de mangue, árvores como o Buriti (uma palmeira a onde de tira a fibra e se faz artesanato).

A primeira parada foi num bar, num povoado nas margens do rio a onde pudermos apreciar animais como o macaco- prego e quati, Jandaia (um pássaro amarelo, vermelho e verde), de enorme beleza, claro que todos muito bem domesticados para turista ver, mas naquele momento éramos dois turistas curtindo toda aquela beleza, a segunda parada foi num vilarejo chamado Mandacaru, a onde pudermos contemplar uma bela vista de dentro do farol da marinha fundado em 1909. A última parada foi no vilarejo de Caboré a onde paramos para almoçar e curtir a praia além do rio.

A praia não era muito bonita, água barrenta, correnteza forte, grande faixa de areia, inóspita, sem muitos povoados por perto.

Na apreciação da praia avistamos uma garrafa plástica cheia de mariscos, Evandro se atenta e diz que achava que aquela garrafa não era brasileira, quando nos aproximamos, pudemos contatar que realmente a garrafa não era nossa e sim vinda da Malásia. Vinda por algum cargueiro ou navegando pelas fortes marés.

Isso significa é estamos caminhando a passos de formiga para a solução do plástico em nosso planeta é que ele vai se perpetuar por milhões de anos.

Resolvemos levá-lo para trabalharmos com as crianças, mas não imaginávamos que isso se tornaria um grande problema mais tarde.

O dia foi maravilhoso, com um passeio de barco avistando a maravilha do nosso Brasil, voltamos para casa cantarolando como somos privilegiados e que com tão pouco curtimos tanto.

A nossa estadia me Barreirinhas se estendeu até domingo, quando partimos para São Luiz.

Graças a Kátia, que entrou em contato com secretario municipal de turismo de São Luiz, chegaríamos na cidade com um lugar para ficar.

 E, assim fomos nós, domingo de manhã, seguimos viajem para São Luiz do Maranhão.

Barreirinhas foi incrível, e só temos a agradecer a Guga pelo acolhimento em sua casa, foi um prazer estar com vocês e conhecer dona Mabel, mulher de fibra que tanto nos insinuou em tão poucos dias. A Kátia secretaria de turismo de Barreirinhas que foi tão gentil nos dando um presente em conhecer os Lençóis e Caboré, a todos o nosso muito obrigado. Até São Luiz.

segunda 19 setembro 2011 17:02


Saída de Fortaleza para o Maranhão

Blog de penopedalelixonolixo :A Volta na América Latina de Bicicleta levando Consciência Ambiental, Saída de Fortaleza para o Maranhão

 Sai mos de Fortaleza pedalando, nos despedindo dos nossos amigos que sempre deixam saudades ruma à rodoviária.

Vocês podem estar estranhando, mas depois de muitas conversas decidimos dar um tempo da bike, não por que desistimos de nosso projeto, mas sim, por que estamos com pouco tempo, nosso visto para o México vence em Janeiro então colocamos como meta estar  por lá em Dezembro, além desse pequeno detalhe a nossa grana está curta e arrumar trabalho por estas bandas está bem difícil, pelas bandas no norte-nordeste a realidade do nosso Brasil começa a mudar, então com muito pesar, mas por uma boa causa, iremos de ônibus até Belém, mas a nossa primeira para será Barreirinhas - MA.

Nesse primeiro momento da viajem, resolvemos pegar um ônibus até Parnaíba no Piauí, para podermos navegar pelo delta do Parnaíba e conhecer suas reentrâncias e os famosos pássaros Guarás (aves de cor avermelhada), seria 8hrs de barco até Tutoia já no Maranhão, porém quando chegamos à rodoviária em Parnaíba tivemos a triste noticia que os barcos que circulavam pelo delta não faziam mais esta viajem a mais de 2 anos.

Isso quer dizer que uma imensa rodovia foi construída e que de 8Hrs de barco a coisa ficou mais fácil, o percurso hoje se faz em 3hrs pela rodovia, então aqueles barqueiros que um dia vivia desse transporte acabou perdendo seu filão para as rodovias.

Uma droga! Pois, tínhamos vinda a Parnaíba justamente para fazer este passeio, mas fazer o que? A única opção era tocar para Tutoia de ônibus de lá ir pingando até chegarmos a Barreirinhas na cidade porta de entrada.

Chegando em Tutoia tivemos que pegar uma Toyota para Paulino Neves e dela seguiríamos para Barreirinha, ir de Toyota era a única opção, pois por aquelas bandas as estradas não são mais estradas e sim pura dunas de areia.

Demos muita sorte, pois a onde o ônibus nos deixou conseguimos uma Toyota, dois rapazes tinham trazidos dois turistas e estavam voltando para Paulino Neves e cobraram apenas 10 reais por esta locomoção, bagagem e bikes na Toyota seguimos viajem.

Evandro contando super empolgado sua viajem para Barreirinhas e o quanto sacolejava pela estrada de areia, mas tivemos uma surpresa a nossa viajem pelos areais foi substituída por uma novíssima estrada de asfalto recém inaugurada. Uma belíssima obra da Governadora do Maranhão a excelentíssima Roseana Sarney.   Evandro relembra que tudo era de areia e que a viajem duraria umas 2hrs, o que hoje fizemos em 1hr.

Chegando em Paulino Neves os meninos dizem a onde queremos ficar e dissemos a eles que o  nosso objetivo era ir para Barreirinhas, foi quando eles disseram que eram de lá e que poderiam levar-nos. Paramos para almoçar, depois ajustamos o preço para Barreirinhas e seguimos viajem, o que até o momento estava muito suave, lindo sem aventura, mas a aventura estava para começar assim que a Toyota entrou para os pequenos lençóis.

Eu e o Evandro estávamos nos sentindo dois turistas cheios da grana, a Toyota só pra nos dois um lugar inebriante se revelou, a Toyota passava por dunas, lagos em meio a um cerrado que aparecia e desaparecia. Os meninos vendo a nossa cara de alegria aceleravam ainda mais em meio às dunas, fazendo com que nossos corpos pulassem cada vez mais altos do banco.

 Foi mais ou menos 2hrs de muita areia, cerrado e muito sacolejo, com direito a ajuda aos companheiros atolados no meio do caminho.

Foi uma viajem muito bacana, turista paga uma fortuna para fazer o que nos fizemos com muito pouco dinheiro, foi assim que chegamos a Barreirinhas numa quarta-feira bem quente.

Bom... o resto da história eu deixo para o próximo capitulo, pois a nossa aventura nem começou.  Até breve!!!

 

quinta 15 setembro 2011 16:25


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